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Entre Copas: o que mudou em quatro anos na forma como pagamos

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Publicado por Getnet

 

A cada Copa, não muda apenas quem entra em campo. Mudam as táticas, o ritmo do jogo e o nível de exigência. Estratégias que funcionaram em um ciclo deixam de ser suficientes no seguinte. 

Com os meios de pagamento não é diferente. Há cada quatro anos, entre uma Copa e outra, eles evoluem silenciosamente, acompanhando o comportamento do consumidor, a tecnologia e o próprio comércio global. Quando funcionam bem, passam despercebidos. Quando não funcionam, comprometem a experiência. 

De 2022 a 2026: mais rapidez e menos fricção   

Em 2022, os pagamentos já estavam em transformação, mas ainda eram, em muitos contextos, um momento claramente visível da jornada. Havia mais etapas, mais decisões conscientes e maior tolerância a pequenos atritos. 

Entre os torneios de 2022 e de 2026, porém, o jogo acelerou de forma evidente. Os pagamentos se tornaram mais rápidos e inteligentes. Essa mudança aparece de forma concreta no crescimento exponencial dos pagamentos por aproximação, que tornaram o gesto de pagar quase automático. Cartões, celulares, relógios e outros dispositivos concentraram funcionalidades, impulsionando o avanço das carteiras digitais e reduzindo ainda mais a fricção na hora de pagar.  

Ao mesmo tempo, os pagamentos instantâneos se consolidaram como pontos centrais do ecossistema, especialmente na América Latina, que emergiu como líder global em pagamentos em tempo real. No Brasil, o Pix já é o método de pagamento mais utilizado, com quase 170 milhões de usuários e transações que totalizaram os R$ 35,4 trilhões em 2025. Em toda a região, os países avançam com iniciativas semelhantes para modernizar a infraestrutura de pagamentos e reduzir a dependência do dinheiro em espécie, como o CoDi, no México. 

Enquanto isso, na Espanha, o Bizum se consolidou como uma solução de pagamento instantâneo de uso massivo, com mais de 30 milhões de usuários ativos, mais de 4,2 bilhões de transações processadas e aceitação em cerca de 90 mil comércios online. Em Portugal, o MB WAY seguiu uma trajetória semelhante, tornando-se um dos principais métodos de pagamento do país, com mais de 6,5 milhões de usuários. 

Outro destaque observado entre as competições de 2022 e 2026 foi a consolidação da tecnologia tap on phone, que transformou o smartphone em um terminal de pagamento, simplificando a operação e reduzindo os custos do negócio.  

Hoje, diante de mais uma Copa, o pagamento só chama atenção quando algo falha. A experiência ideal é rápida, fluida e quase invisível. O espaço para erro é menor, a tolerância do consumidor diminuiu e a execução deve ser precisa — como em um jogo de alto nível, em que cada detalhe faz diferença no resultado. 

Para vencer um Mundial, as seleções precisam de um esquema tático que reúna fluidez, velocidade e solidez. No caso dos meios de pagamento, a premissa é a mesma. Quem não estiver atento as tendências e não se adaptar com rapidez, estará fora desse jogo. 

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