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O salto das micro e pequenas empresas: do balcão à omnicanalidade invisível

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Person uses smartphone app in clothing store. Holographic jackets appear, showing virtual fashion items. Future shopping experience digital retail choice.

*Por Aline Liston Canseco, head de PMEs da Getnet

 

Desde que foi sancionada a lei que instituiu o Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte no Brasil (Lei n.º 9.841 em 5 de outubro de 1999), o segmento deu largos passos de evolução. Lembro-me de quando os comércios de bairro seguiam o ritmo da calçada, das moedas no caixa e, muitas vezes, do caderninho de fiado. A digitalização acelerada nos últimos anos, porém, mudou completamente o perfil dessas empresas, que hoje vendem por vários canais, respondem rápido e estão onde o cliente estiver. 

Um pequeno negócio pode ter vitrine em marketplace, loja própria, cardápio em aplicativo de entrega e atendimento por mensagem. Tudo ao mesmo tempo, sem fronteira entre loja física e virtual. Estar online deixou de ser diferencial e virou a base de quem quer crescer e atravessar crises. 

Os números que mostram a virada digital 

Os números ajudam a dimensionar essa virada. Segundo a Pesquisa e Balanço do E-Commerce, da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), o setor faturou R$ 235 bilhões no último ciclo e deve passar de R$ 258 a R$ 260 bilhões em 2026. As vendas online acumuladas das MPEs (micro e pequenas empresas), por sua vez, cresceram mais de 1.200% nos últimos anos. 

Nesse cenário, os marketplaces seguem como grandes avenidas para apresentar produtos novos, mas também cresce a busca por autonomia, com loja própria e venda direta por redes sociais e mensagem. 

Novos hábitos de consumo e o desafio do fluxo de caixa 

Os hábitos de consumo acompanharam esse movimento. Hoje, a jornada de compra pode começar em uma conversa, passar pela checagem de estoque no site e terminar na retirada em loja, paga por aproximação ou QR code. Isso abriu novas fontes de receita, mas também trouxe um novo desafio para a gestão: como controlar finanças e fluxo de caixa quando as vendas estão espalhadas por tantos lugares? 

De acordo com o Radar Mercado Digital, do Sebrae, um em cada três pequenos negócios opera no ambiente online, com a gestão concentrada no dono ou em equipes enxutas. Para quem está nessa posição, a tecnologia precisa fazer parte do dia a dia da operação, simplificando os processos e tirando os gargalos do caminho. Se um canal não conversa com o outro, o humano vira o elo manual, suscetível a erros. Sem as ferramentas tecnológicas adequadas, as vendas ficam limitadas, a experiência do cliente prejudicada e a eficiência do negócio comprometida. 

O que o novo empreendedor precisa para crescer 

Para além da maquininha no balcão, o novo empreendedor precisa de soluções omnichannel, integração entre canais, organização financeira, conciliação das vendas, ferramentas para simplificação da gestão e acesso rápido a capital de giro. É uma questão de produtividade, organização, confiança e competitividade. 

Empreender no Brasil sempre exigiu coragem. Neste mês do empreendedor, nosso reconhecimento vai para quem movimenta a economia do país e gera empregos. Que a tecnologia siga derrubando barreiras e abrindo espaço para a micro e pequena empresa brasileira. E que toda venda, presencial ou digital, aconteça com segurança, eficiência e facilidade.

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